Sabia que temos dois cérebros?

 

Passo a explicar:

O Cérebro cortical – controla a cognição. A linguagem e o raciocínio.
O Cérebro límbico – controla as emoções e a fisiologia do corpo.

O Neo-Córtex, é a superfície plissada que dá ao cérebro a aparência que conhecemos. É o invólucro que envolve o cérebro emocional.

É por intermédio do córtex pré-frontal que o Neo-Córtex se encarrega da atenção, da concentração, da inibição dos impulsos e dos instintos, do ordenamento das relações sociais, e, do comportamento moral.

O Neo-Córtex (o cérebro cognitivo) comanda a atenção, concentração, reflexão, planificação, comportamento moral.

Quando os dois cérebros não se entendem:

Os dois cérebros, emocional e cognitivo, captam a informação proveniente do mundo exterior mais ou menos ao mesmo tempo. A partir daí, podem cooperar ou então disputar entre si o controlo do pensamento, das emoções e do comportamento.

É o resultado desta interacção – cooperação ou competição – que determina o que sentimos, a nossa relação com o mundo e a nossa relação com os outros. As diferentes formas de competição tornam-nos infelizes. Inversamente quando o cérebro emocional e o cérebro cognitivo se completam, um para dar uma direcção aquilo que queremos viver (o emocional), e o outro, para nos fazer avançar nessa via o mais inteligentemente possível (o cognitivo), sentimos uma harmonia interior:

– Um “estou onde quero estar na vida” – que subentende todas as experiências duradouras do bem-estar.

Numa situação de sobrevivência ou de prazer (medo ou prazer), o cérebro emocional desencadeia imediatamente um alarme que anula em milésimos de segundo todas as operações do cérebro cognitivo e interrompe a actividade deste.

O Cérebro emocional detecta o perigo. Este cérebro é capaz de desligar o córtex pré-frontal (a parte mais avançada do cérebro cognitivo.

Sob o efeito de um grande stress, o córtex pré-frontal, deixa de responder e perde a capacidade de guiar o comportamento. Imediatamente, são os reflexos e as acções instintivas que vêm ao de cima. Perdemos então o controlo do fluxo dos nossos pensamentos e ficamos incapazes de agir em função do nosso melhor interesse a longo prazo.

Quando há um curto-circuito emocional, o cérebro límbico, assume subitamente o controlo de todas as funções do corpo: o coração bate a toda a velocidade, o estômago revolve-se, as pernas e as mãos tremem, a pessoa transpira por todos os poros. No mesmo momento, as funções cognitivas são enfraquecidas pela descarga de adrenalina:

Por mais que o cérebro cognitivo não entenda a razão de tal estado de alarme, enquanto ele se mantiver desligado pela adrenalina, será incapaz de organizar uma resposta coerente á situação. Fica-se com a sensação:

“É como se o cérebro estivesse vazio, não se consegue pensar”. Nesta situação, normalmente vem as palavras “vou morrer, chamem uma ambulância, já”.

Agora que já sabe como funcionam os dois cérebros, que tal começar a usar o mais adequado à situação…

Referências bibliográficas: “David Servan-Schreiber”

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