Regressão ao Passado e a Vidas Passadas

      

(Em construção)

Regressão ao Passado e a Vidas Passadas

Quando se fala em Regressão ao passado ou a vidas passadas, temos inevitavelmente de falar de hipnose. É sempre conveniente desmistificar o que é isso: hipnose não é domínio mental, não é fenómeno energético, telepático ou medi-único, não é ligada a nada paranormal e nem só se aplica a casos patológicos. A hipnose, pelo contrário, é um fenómeno muito comum de concentração, de focalização da consciência, que acontece em todas as pessoas em muitos momentos, tais como quando a pessoa se concentra ao ver um filme e se esquece das horas, ou quando se apaixona e só tem pensamentos para a pessoa amada…

O que é importante sublinhar aqui é que hipnose é um fenómeno psicológico que facilita e estimula a aprendizagem. Uma pessoa pode aprender instantaneamente uma habilidade ou um comportamento novo, num estado hipnótico. Um hábito positivo pode ser aprendido, ou um hábito negativo pode ser retirado.

Através da hipnose, as pessoas podem lembrar-se detalhadamente de coisas que aconteceram há um dia atrás ou há 60 anos. A regressão pode ser experimentada logo na primeira sessão, mas muitas das vezes, a primeira sessão resume-se à análise dos objectivos de vida do interessado, a um registo clínico e a uma avaliação da sua susceptibilidade hipnótica perante vários métodos de transe. Alguns duvidam da capacidade da pessoa hipnotizada, conseguir realmente lembrar-se por vezes de forma tão perfeita, alegando que o hipnotizado pode lembrar-se até de coisas que nunca aconteceram, podendo as memórias aí serem inseridas. Isso é possível, contudo a memória “recriada” pode ser sempre separada da memória real. No fundo, toda a memória é sempre uma reinterpretação, no presente, dos acontecimentos passados. E assim, sofre modificações da coloração emocional e das interpretações cognitivas posteriores.

Outros alegam que o indivíduo “hipnotizado” tem a intenção muito clara, que é a de agradar ao hipnotizador. Esta alegação é uma interpretação psicanalítica do fenómeno da hipnose, considerando-a apenas um fenómeno de transferência. Não é verdade de todo, que isto aconteça desta maneira, isto é, que a hipnose possa ser restrita somente a um fenómeno de transferência. As mais recentes pesquisas sobre hipnose, nomeadamente as realizadas pelo Dr. Milton Erickson, (psiquiatra americano que faleceu em 1980, considerado o Pai da Nova Hipnose Ericksoniana) e seus discípulos, mostram a hipnose sob uma abordagem mais ampla. A pessoa hipnotizada pode discordar do hipnotizador, procurar principalmente pelos seus próprios objectivos e inclusivamente, prescindir do auxílio do hipnólogo ou hipnotizador, usando-o apenas como um catalisador para atingir um estado intensificado de consciência, não necessitando dele para “atestar” a veracidade da sua experiência ou eventualmente como um apoio emocional.