DAR A VOLTA POR CIMA

DAR A VOLTA POR CIMA

Para quem se sente em baixo, abatido e sem vontade.

Entendo perfeitamente o estado de desânimo em que se encontra. Não imagina, como entendo. Mas é preciso dar a volta por cima. É disso que se trata, sobretudo: “Dar a volta por cima”.
E a “volta por cima”, tal como as voltas para os outros lados que aconteceram e que acontecem, são no fundo, o resultado da forma de como nós digerimos as coisas (emoções, sentimentos, culpas, medos, raivas, angustias, etc…) É tudo um processo “digestivo” da nossa mente, consciente e inconsciente. Não a forma como resolvemos mas com o que ficamos depois de resolver. Ficamos bem ou a pensar (e a sofrer por isso), que devíamos ter resolvido de outra forma?!

Esse é o maior problema… Não resolvemos como queríamos ou gostaríamos, (ou não aconteceram tal como perspectivávamos) por força de circunstâncias diversas, as coisas como pensávamos que deveríamos ter resolvido. Então o que sobra, é que nos mastiga, tortura e desequilibra a nossa balança emocional e sentimental. Também mastiga os nossos egos, orgulhos, etc… e quando a balança se desequilibra, normalmente e até por força das nossas tristezas, amarguras e frustrações, tendemos a tapar as nossas próprias gargantas e a apertar os nossos narizes, impedindo-os de cumprir a missão de nos deixar respirar tranquilamente, tal como deveria ser, desde que nascemos.
Ficamos de “peito feito” para a luta, prontos a enfrentar as “feras” que a vida nos trouxer, contudo frágeis, pouco estruturados, porque não resolvemos “as coisas” dentro de nós, dentro do nosso ser total. E o que sobra é uma sensação de coisa mal resolvida onde despontam as desilusões, a sensação de fracasso, e uma pequena réstia de um orgulho embora ferido mas sobrevivente mas também em estado fragilizado. E aí, a vida resolve surpreender-nos com doenças e problemas que para além de serem inesperados, nos fazem sentir impotentes e desanimados, doentes e infelizes e esquecemos o fundamental:

“Dar a volta por cima” mas desta vez de forma estruturada e sabedora, de que a volta tem de ser dada por completo, senão não é uma volta de facto. De que essa volta, tem de nos atirar para cima também. E atirar para cima, é percebermos que temos uma vida para viver e que só poderá ser vivida com saúde, e essa, depende do controle das nossas emoções (afugentando as ansiedades e depressões) e do quanto queremos viver melhor.
O ponto do equilíbrio, o fiel da balança, está na nossa mente, na força da nossa imaginação. Como costumo dizer aos meus pacientes, numa situação de conflito entre a vontade e a imaginação, a imaginação sempre vencerá a vontade. Porque tudo o que imaginamos, tende a realizar-se.

Então… Chegou a hora de “imaginar” a vida que pode ter e que gostaria e merece.
Imaginando… Logo, tenderá inevitavelmente a acontecer.

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